Colesterol alto em crianças: causas, riscos e soluções
- Dr. Miguel Liberato

- 18 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Quando pensamos em colesterol alto, geralmente associamos ao mundo adulto. Mas a verdade é que o colesterol elevado também pode afetar crianças — e os números vêm crescendo nos últimos anos, principalmente com o aumento da obesidade infantil e do sedentarismo.

O que é colesterol e por que ele é importante?
O colesterol é uma gordura essencial para o organismo, usada na produção de hormônios, vitamina D e membranas celulares. Ele se divide em:
LDL (colesterol “ruim”) – em excesso, se acumula nas artérias.
HDL (colesterol “bom”) – ajuda a remover o excesso de colesterol do sangue.
O problema começa quando há desequilíbrio, com LDL alto e HDL baixo, mesmo na infância.
Quais as causas do colesterol alto em crianças?
Entre os fatores mais comuns:
Má alimentação: dieta rica em alimentos ultraprocessados, frituras, doces e refrigerantes.
Sedentarismo: pouca atividade física.
Obesidade infantil
Histórico familiar de colesterol alto (hipercolesterolemia familiar)
Distúrbios hormonais ou metabólicos, como hipotireoidismo
Mesmo crianças com peso normal podem ter colesterol alto se a genética e alimentação forem desfavoráveis.
Quais os riscos?
Colesterol alto pode começar a formar placas de gordura nas artérias desde cedo, o que aumenta o risco de:
Doenças cardiovasculares no futuro
Hipertensão arterial
Diabetes tipo 2
Esteatose hepática (gordura no fígado)
Por isso, o acompanhamento precoce é essencial.
Quando deve-se investigar?
A Sociedade Brasileira de Pediatria e outras entidades recomendam que todas as crianças façam ao menos uma dosagem de colesterol entre 9 e 11 anos, mesmo que não tenham sintomas.
Deve-se antecipar esse exame se a criança tiver:
História familiar de colesterol alto ou infarto precoce
Obesidade
Hipertensão
Diabetes ou resistência à insulina
Como tratar e prevenir?
O primeiro passo é sempre a mudança de estilo de vida, com apoio da família:
Alimentação saudável
Reduzir consumo de fast food, salgadinhos, biscoitos recheados
Aumentar fibras: frutas, verduras, cereais integrais
Substituir frituras por preparações assadas ou grelhadas
Atividade física regular
Pelo menos 1 hora por dia de brincadeiras ativas, esportes ou caminhadas
Acompanhamento médico
Avaliar se é necessário tratamento medicamentoso (em casos genéticos graves)
Investigar causas hormonais ou metabólicas associadas
Dica importante para os pais
O tratamento não é “culpa” da criança — ele deve ser encarado como um cuidado de saúde de toda a família. Pequenas mudanças na rotina podem ter impacto duradouro na vida da criança e prevenir doenças graves no futuro.
Conclusão
O colesterol alto na infância é silencioso, mas pode trazer consequências sérias se não for detectado e tratado a tempo. Com alimentação balanceada, atividades físicas e acompanhamento adequado, é possível controlar os níveis de colesterol e garantir uma infância mais saudável.
Tem dúvidas sobre o colesterol do seu filho?
Agende uma consulta com o Dr. Miguel Liberato Endocrinologista Pediátrico – São Paulo/SP Especialista em distúrbios hormonais, crescimento e metabolismo infantil. doutormiguelliberato.com.br




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